18 maio 2009

LEMBREI-ME AGORA!

A Moda e o seu séquito tende, frequentemente, a confundir classe com extravagância.
Erro mais grosseiro não há.
Considerando que o mau gosto joga noutro campeonato.

11 comentários:

Anónimo disse...

A extravagância pode ter classe.

Mofina Mendes disse...

E hoje, DIA 18 não te lembras de mais nada?

Aceito cheques.

jg disse...

ANÓNIMO:
No lo creo.
Independentemente de uma pessoa com classe poder cometer uma extravagância.
São coisas completamente ditintas.
Mas rendo-me a exemplos que queira referir.

MOFINA:
És ranhosa até dizer chega. Havias de guardar mais para o fim do dia, pá...

Blimunda disse...

Pergunto-me a quem é que o JG se esqueceu de dar o sparabéns!

Anónimo disse...

Lua-de-mel II, o retorno



"A segunda lua-de-mel a gente nunca esquece. As crianças cresceram, as carreiras profissionais estão estabelecidas, a prestação do apartamento não assusta mais. Chegou a hora de dizer, de novo: “Enfim, sós”.



Não é que da primeira vez não tenha sido bom -- da primeira vez foi ótimo. Mas desta vez vai ser diferente. Na primeira lua-de-mel fazemos de conta que saímos por aí para conhecer lugares, culturas, igrejas, museus, praias, monumentos, mas na verdade saímos por aí para conhecer a nós mesmos, agora em nova formação. Por mais que já tenhamos viajado juntos mil vezes antes de oficializar a coisa toda, a primeira lua-de-mel é, acima de tudo, o primeiro capítulo do casamento. A continuação da cerimônia, por assim dizer.


Já a segunda lua-de-mel não provoca ansiedade nem frio na barriga. Não faz parte de nenhum rito religioso nem responde a nenhuma pressão da sociedade. Não é uma viagem de autoconhecimento: é uma viagem de celebração. Até porque -- se você pensar -- chegar à segunda lua-de-mel é muito mais complicado do que chegar à primeira. Mas pelo menos uma coisa as duas têm em comum: a extravagância. O que diferencia a segunda lua-de-mel de todas as outras viagens a dois que fizemos e faremos depois de casados é que a segunda lua-de-mel, necessariamente, obrigatoriamente, incontornavelmente será feita em grande estilo" (que é como quem diz, com grande classe).

jg disse...

Eu não me esqueci. Não me lembrei era que tinha uma incompetente a secretariar-me.
Depois quer aumentos...

jg disse...

ANÓNIMO:
Sobre classe, estamos entendidos.
O conceito de "extravagância" é que me parece não aferir de todo com o que tem/tenho em mente!!

Anónimo disse...

O rei Luís XIV, o rei Sol, foi o responsável pela construção do palácio de Versalhes, pela academia de pintura e escultura, o observatório de Paris, a academia de literatura e a finalização da construção do museu Louvre.
Fortunas foram gastas pelo rei para transformar a França, que estava a viver o seu período pós medieval num país que se tornou sinónimo de bom gosto, classe e etiqueta até hoje.
Luís XIV foi um rei egocêntrico e extremamente vaidoso, chegando a criar dentro do período barroco o seu próprio estilo de decoração, utilizando mármores, brocados vermelhos, ouro e muita extravagância. Foi o responsável pela decoração e contínuas reformas na estrutura do palácio de Versalhes, que até hoje é considerado um dos locais mais bonitos do mundo para ser visitado.
A silhueta para ambos os sexos era esguia e elegante, com movimentos delicados e muitas vezes baseados em movimentos de ballet.
O corpo da mulher era desenhado com a cintura fina, o busto grande. A delicadeza e a graciosidade eram o ideal feminino da época. A vestimenta era extravagante e exuberante, com corseletes e vestidos muito cavados, com a cauda inteiramente bordado a mão. As mangas dos vestidos cobriam até o cotovelo, e o acabamento era feito com as mais delicadas rendas. Os sapatos eram de salto alto, sendo que o mais importante dos acessórios era o leque, que tinha toda uma etiqueta para ser usado com propriedade.
A forma de mostrar reverência era também parte das normas de conduta do palácio. Cada tipo de evento, encontro ou passagem, requeria uma movimentação diferente, porém sempre efectuados com a leveza de uma bailarina e o porte de uma rainha.


Sugestão: ”O Avarento”, de Moliére

jg disse...

ANÓNIMO:
Faça o favor de se situar no contexto da minha primeira afirmação.
A extravagância e a classe que referi, relacionavam-se com a Moda.
Continuo a achar exactamente o mesmo nos precisos termos em que situei a comparação.

Anónimo disse...

Percebi o seu contexto e a situação.

jg disse...

ANÓNIMO:
O seu último comentário, é um exemplo de elegância.
É bem, é bem.