O Bibliotecário de Babel refere que as ditas sinalefas “são o sintoma da absoluta falta de requinte estilístico, uma coisa demodée, meio rançosa, ideal para adolescentes idealistas e sonetos de amor foleiros” e conclui que “são um disparate, uma inutilidade, um sinal de fraqueza, um arcaísmo que trai a mão pesada e pouco subtil de quem a eles recorre.” Quem também já se juntou aos protestos foram Pedro Mexia, que considera a exclamação “um foguetório carnavalesco, que não revela nada de essencial e que empobrece a língua”, e Francisco José Viegas, que encara o “!”como “uma espécie de martelo pneumático colocado no final de uma frase”. Evidentemente, também têm surgido opiniões contrárias, em tom não menos enfático.
Esta “causa fracturante”- como lhe chama José Mário Silva - já ganhou uma bandeira, e os aderentes têm estado a afixá-la nos seus blogues.
Um tema simples e divertido; um autor-celebridade e o seu mais recente best seller usados como catalisadores; influenciadores de peso a argumentarem na blogosfera e redes sociais; branding; e criação de uma aplicação para utilização viral – e eis que surge uma campanha bem animada.
(Sacado integralmente daqui)