Há meia dúzia de anos atrás houve uma qualquer escandaleira a propósito do então Ministro dos Negócios Estrangeiros, Martins da Cruz, ter querido favorecer a entrada da filha para o curso de medicina.
Dias depois, o Ministro da Educação, Marçal Grilo (?), concedeu uma entrevista na televisão.
Entre outras coisas de menor importância ouvi-o, repetidamente, porque repetida foi a pergunta feita pela entrevistadora, dizer que apesar de em Espanha as universidades espanholas ministrarem 300 cursos superiores, em Portugal as nossas universidades tinham ao dispor dos alunos 1300 (MIL E TREZENTOS) cursos superiores.
Fiquei com dúvidas se o que o ministro acababa de afirmar me deixou mais atónito do que à entrevistadora ou até ao próprio ministro.
Hoje soube que, em alternativa aos cursos superiores, existe o chamado Ensino Profissional que em poucos anos passou da oferta de 1400 cursos para 4500 (QUATRO MIL E QUINHENTOS) disponíveis para todos os que acham que a universidade não tem futuro ou simplesmente não têm nota para lá entrar.
Como os 4500 (QUATRO MIL E QUINHENTOS) cursos albergam 90 000 estudantes, umas contitas ligeiras permitem ilações surpreendentes.